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Renascer aos 40

Para os que depois dos 40 começam uma vida nova... e para todos os outros também... "Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre..., tal é a lei."

Renascer aos 40

Para os que depois dos 40 começam uma vida nova... e para todos os outros também... "Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre..., tal é a lei."

Amo-te...

"Talvez não seja próprio vir aqui, para as páginas deste livro, dizer que te amo. Não creio que os leitores deste livro procurem informações como esta. No mundo, há mais uma pessoa que ama. Qual a relevância dessa notícia? À sombra do guarda-sol ou de um pinheiro de piqueniques, os leitores não deverão impressionar-se demasiado com isso. Depois de lerem estas palavras, os seus pensamentos instantâneos poderão diluir-se com um olhar em volta. Para eles, este texto será como iniciais escritas por adolescentes na areia, a onda que chega para cobri-las e apagá-las. É possível que, perante esta longa afirmação, alguns desses leitores se indignem e que escrevam cartas de protesto, que reclamem junto da editora. Dou-lhes, desde já, toda a razão. Eu sei. Talvez não seja próprio vir aqui dizer aquilo que, de modo mais ecológico, te posso afirmar ao vivo, por email, por comentário do facebook ou mensagem de telemóvel, mas é tão bom acreditar, transporta tanta paz. Tu sabes. Extasio-me perante este agora e deixo que a sua imensidão me transcenda, não a tento contrariar ou reduzir a qualquer coisa explicável, que tenha cabimento nas palavras, nestas pobres palavras. Em vez disso, desfruto-a, sorrio-lhe. Não estou aqui com a expectativa de ser entendido. Eu próprio procuro ainda essa compreensão. Estou aqui apenas com o meu rosto, o meu olhar parado, a minha figura. Tudo aquilo que tenho para dizer está por detrás dessa imagem. Hoje, esse é o alfabeto com que realmente escrevo, o significado. Escrevo também com uma grande quantidade de elementos invisíveis, que chegam à pele e a atravessam. É dessa forma que sinto aquilo que tenho para dizer, pele e para lá da pele.
Os teus pais vão ler estas palavras, que embaraçoso. A minha mãe, as minhas irmãs e as minhas sobrinhas vão ler estas palavras e vão pensar: passou-se. Consigo imaginar todas essas reacções, mas não consigo evitar que este texto continue a dizer que te amo. Sei que os outros apenas nos poderão ver com os seus próprios olhos. Para eles, seremos qualquer memória, qualquer impressão, um reflexo daquilo que eles próprios sabem, personagens de uma espécie de telenovela. A grande diferença é que nós somos nós e temos este agora imenso, este verbo no presente. Talvez fosse mais confortável, se dispusesse de um verbo mais sofisticado, menos gasto: liquefazer, maturar, discernir. Um tempo verbal mais complexo: se eu te tivesse liquefeito, se eu te tivesse maturado, se eu te tivesse discernido. Talvez. Nunca saberei porque aquilo que tenho para dizer é este verbo, este presente do indicativo de escola primária. Na sua simplicidade, encandeia e, no entanto, diz tão pouco. Mesmo tentando, transmito-lhes pouco ao informá-los que te amo. Não ficam a saber mais do que se lhes dissesse que me alimento, respiro, existo. E não podem sequer ter a certeza de que eu dependa dessas necessidades vitais. Talvez seja melhor assim, continuem debaixo do guarda-sol, do pinheiro de piqueniques, olhem em volta, virem a página. Talvez seja preferível que a imensidão deste momento não os perturbe, que se mantenha onde está, invisível e tão concreta nas cores da paisagem, nomeada por estas palavras que não a dizem e que, no entanto, existem, impressas, pouco ecológicas e, ainda assim, feitas de uma natureza única, a natureza, que nasce da terra, que se estende no céu, sol, lua, oceano, montanhas, que determina o dia e a noite, a passagem das estações, a idade, e que está contida numa só palavra, num só verbo, que abrigo no meu rosto, que é transparente no meu olhar e que agora, aqui, nas páginas deste livro, preciso de dizer. Talvez não seja próprio dizê-lo aqui, mas talvez seja ainda menos próprio escrevê-lo em todas as paredes da cidade, esculpir precipícios com essa verdade ou rasgar o peito com uma faca e, com a ponta dessa mesma faca, gravá-lo dentro de mim, em sulcos profundos, com o tamanho deste agora."

José Luís Peixoto, in 'Abraço'

 

O Pior Medo é o Medo de Nós Próprios...

"O medo é muitas vezes o muro que impede as pessoas de fazerem uma série de coisas.

Claro que o medo também pode ser positivo, em certa medida ajuda a que se equilibrem alguns elementos e se tenham certas coisas em consideração, mas na maior parte dos casos é negativo, é algo que nos faz mal.

(...) O pior medo é o medo de nós próprios e a pior opressão é a auto-opressão.

Antes de se tentar lutar contra qualquer outra coisa, penso que é importante lutarmos contra ela e conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios."

José Luís Peixoto, in 'Diário de Notícias (2003)'

Onde está a felicidade...

Quando procuramos a felicidade fora de nós estamos cada vez mais longe de a alcançar.

É um erro convercermo-nos que só seremos felizes se tivermos aquela pessoa ao nosso lado, se tivermos aquela casa, aquele carro, isto ou aquilo... aquele trabalho,... enfim, enquanto assim pensarmos não seremos de facto felizes e viveremos sempre a "suspirar" pelo que não temos e gostaríamos de ter.

O segredo está em sermos felizes apenas connosco próprios, com o que somos e com o que temos, tentando sempre melhorar mas não vivendo a angústia de não o conseguir... afinal nenhum de nós é perfeito!

Posso apenas falar da minha experiência, mas digo-vos que é muito mais fácil dizer, do que conseguir tudo isto. Das questões materiais eu até me distancio com alguma facilidade, consigo perceber que não são a essência da minha felicidade apesar de contribuírem para o meu conforto e bem estar, mas já no que diz respeito às pessoas o caso muda de figura... sempre senti que para ser feliz teria que sentir o amor e a presença das pessoas que para mim eram as mais importantes do mundo e só agora, com a dor, é que finalmente estou a aprender que a pessoa mais importante do mundo, para mim, sou eu própria, pois a minha vida depende sempre, em primeira instância, de mim e, tal como me disseram um dia, sou a única pessoa com quem posso contar incondicionalmente até ao final dos meus dias.

Isto pode parecer até cruel, mas é a mais pura verdade porque à excepção de nós próprios, nada na nossa vida é garantido, tudo pode ser passageiro... rigorosamente tudo!

É, a vida é mesmo assim, e quanto mais cedo tomarmos consciência disso mais cedo podemos alcançar a felicidade que, julgo, todos ambicionamos.

Nestes últimos meses aprendi a amar-me em primeiro lugar e a ser feliz independentemente das circunstâncias. Não tem sido um processo fácil, mas agora que já sinto alguns resultados posso assegurar-vos que é maravilhoso... é uma sensação de liberdade indescritível!

É claro que isto não significa que queira estar só ou não queira partilhar a minha vida com alguém, pelo contrário, mas significa que tal facto já não condiciona a minha alegria e a minha felicidade, pode é complementá-la!

Vale a pena o esforço!!!

Lutar pela felicidade vale sempre a pena!

Aprendi com o Mestre dos Mestres que...

Muito profundo... ensinamentos simples mas a seguir para quem procura a paz e a felicidade!

 

"Aprendi com o Mestre dos Mestres que a arte de pensar é o tesouro dos sábios.

Aprendi um pouco mais a pensar antes de reagir, a expor - e não impor - minhas ideias e a entender que cada pessoa é um ser único no palco da existência.

Aprendi com o Mestre da Sensibilidade a navegar nas águas da emoção, a não ter medo da dor, a procurar um profundo significado para a vida e a perceber que nas coisas mais simples e anónimas se escondem os segredos da felicidade.

Aprendi com o Mestre da Vida que viver é uma experiência única, belíssima, mas brevíssima.

E, por saber que a vida passa tão rápido, sinto necessidade de compreender minhas limitações e aproveitar cada lágrima, sorriso, sucesso e fracasso como uma oportunidade preciosa de crescer.

Aprendi com o Mestre do Amor que a vida sem amor é um livro sem letras, uma primavera sem flores, uma pintura sem cores.

Aprendi que o amor acalma a emoção, tranquiliza o pensamento, incendeia a motivação, rompe obstáculos intransponíveis e faz da vida uma agradável aventura, sem tédio, angústia ou solidão.

Por tudo isso Jesus Cristo se tornou, para mim, um Mestre Inesquecível"

Augusto Cury