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Renascer aos 40

Para os que depois dos 40 começam uma vida nova... e para todos os outros também... "Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre..., tal é a lei."

Renascer aos 40

Para os que depois dos 40 começam uma vida nova... e para todos os outros também... "Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre..., tal é a lei."

Como saber...

Temos sempre a ideia de que somos fortes e aguentamos mais e mais um pouco... Mas como é que sabemos que estamos no limite das nossas forças, prestes a vacilar e a passar de um estado de cansaço extremo para, quem sabe, um estado de esgotamento físico?

Falo-vos hoje disto porque em 2010 padeci de um esgotamento físico, com alguma gravidade, que demorei muito tempo a recuperar.

Foi uma fase muito complicada onde, inicialmente passei por um período de um mês e meio, praticamente sem dormir, que me levou a um cansaço físico e mental extremo, para depois viver a situação oposta de meses sucessivos em que se me deixassem dormia noite e dia.

Do diagnostico até ao controlo dos sintomas, nomeadamente da sensação do cérebro reduzido e comprimido (era assim que o sentia), com medicação e todo o apoio do então meu marido, decorreram mais de 8 meses, muito difíceis.

Depois desta recuperação tive uma recaída em 2012. Não foi tão grave mas obrigou-me a 15 dias de repouso para repor as forças e "desligar" dos problemas.

Curiosamente, com tudo o que me aconteceu este ano, tenho aguentado muito bem, apesar de toda a dor e tristeza que tenho sentido. Mas a verdade é que 9 meses volvidos após a passagem do "tsunami" na minha vida e apesar de sentir que estou a viver um momento de paz e harmonia interior, sinto-me neste momento, como já vos disse, extremamente cansada fisicamente e não consigo avaliar se estou ou não perto do meu limite.

Estando sozinha com o meu filho, também não me restam alternativas... apenas aguentar, aproveitar os poucos momentos em que estou só e posso, para descansar (quem é dona de casa como eu sabe que é difícil) e ter força, coragem e optimismo para acreditar que tudo vai correr bem.

A vida não é fácil e a de uma mulher/mãe sozinha é ainda mais difícil, mas quando conseguimos atingir os objectivos com sucesso e ver os nossos filhos felizes ao nosso lado, invade-nos uma sensação de dever cumprido e uma felicidade difícil de explicar (só quem é mãe e passa por isto pode sentir...). Por eles tudo vale a pena.

Os filhos não pediram para nascer e são responsabilidade dos pais até "terem asas para voar".

Pena que nem todos os pais pensem e ajam desta forma...

Pelos filhos e por nós vamos ao limite das nossas forças!

E que bom quando assim é!!!

Os filhos sempre em primeiro lugar...

É impossível não fazer tudo pelos filhos e não colocá-los em primeiro lugar, quando o amor que se sente é tão grande e o orgulho é imenso!

Como já vos disse, não percebo nada de futebol, nem gosto particularmente da actividade, mas pelo meu filho levanto-me de 15 em 15 dias cedo, para estar às 9:00 com o atleta a postos para o jogo (que violência...)!

Além disto há os treinos duas vezes por semana, mas para o ver feliz e a praticar uma actividade que gosta, independentemente do talento (...), vale a pena o esforço e o facto de deixar a minha vida para segundo plano.

Sim, é que actualmente, com todos os compromissos que ele tem e que eu tenho que assegurar, pouco tempo resta para mim. 

Mas ser mãe (e pai) é isto mesmo, pelo menos nesta fase em que ele ainda é totalmente dependente.

Criar as condições para que cresça com muita auto-estima e amor-próprio e sinta sempre todo o amor que temos por ele é prioritário.

Não interessa o que lhes damos materialmente... importante sim é o amor, o afecto e a disponibilidade que temos para eles. 

O meu príncipe tem 7 anos e já me diz que é isso que valoriza em mim.

Tenho muito orgulho em ter um filho que dá tanta importância aos afectos e aos valores morais, muito mais do que aos materiais!

Que bom é amar!!!

Quando é o fim?

Quando é que, relativamente aos sentimentos, sabemos que chegou o fim, sabemos que não vale mais a pena tentar, investir em algo que não tem futuro e que provoca apenas desgaste e cansaço?

Pois é, não é fácil... em primeiro lugar porque nem sempre é fácil colocar a razão acima do coração e em segundo lugar porque nem sempre temos amor-próprio suficiente para pensarmos em nós em primeiro lugar.

A verdade é que tentamos sempre dar mais uma oportunidade (e mais uma... e mais uma...) ao sentimento e lá vamos nós consumindo as nossas energias e normalmente não chegamos a lugar algum, apenas alimentamos a tristeza dentro de nós.

Nestas situações, que, falo por mim, são mais frequentes do que temos consciência, há que ter a coragem de parar para pensar objectivamente e decidir se de facto estamos a seguir o melhor caminho ou estamos a desperdiçar as nossas energias em vão.

Depois da avaliação feita, se chegarmos à conclusão que não é o melhor para nós, há que ter a coragem de mudar.

Pensem nisto e avaliem as vossas prioridades que devem sempre estar centradas em vós próprios.

Sejam felizes e amem-se sempre em primeiro lugar!!!

Que cansaço...

Não pretendo transformar este blog no "muro das lamentações", mas a verdade é que é neste espaço que aproveito para desabafar um pouco, para me sentir aliviada e também, na esperança de, através da partilha da minha vida, poder ajudar alguém, pelo menos a sentir-se menos só e incompreendida.

A verdade é que apesar de tudo o que tenho partilhado convosco e que considero muito bom, neste meu processo evolutivo, sinto-me cansada, extremamente cansada...

Estou tão ocupada a pensar na vida e no que posso e devo fazer para cimentar o meu amor próprio que acabo por deixar as questões materiais para segundo plano e neste momento começo a pensar que tenho mesmo que me desviar um pouco do foco e tratar de questões práticas pendentes que têm mesmo que ser resolvidas e por mim (é o que acontece a quem está só e não pode partilhar).

As alegrias ainda posso partilhar convosco, mas as questões praticas do dia a dia têm mesmo que ser tratadas por mim.

Não me tenho dado mal, nesta área da minha vida, desde que ficou tudo centrado em mim, mas confesso que agora, pela primeira vez estou a vacilar um pouco.

Precisava de parar para descansar, pôr as ideias em ordem e estruturar melhor as coisas, mas com um filho, maravilhoso, comigo o tempo quase todo e com todas as tarefas a meu cargo, confesso que não consigo, pelo menos por enquanto. Mas prometo que vou esforçar-me para conseguir, porque com força e garra tudo se consegue.

A vida é feita de desafios e bom é enfrentá-los e ultrapassá-los.

Desejo que todos consigam ultrapassar as dificuldades.

A felicidade não tem preço e está dentro de nós!

Sejam Felizes!!!

E quando a paciência chega ao limite...

É lamentável, na sociedade em que vivemos, que haja pessoas tão egoístas que "esticam a corda" constantemente e levam a paciência ao limite.

Ser boa, caridosa e humilde é uma virtude, mas há que perceber quando alguém abusa da confiança e da bondade...

Confesso que não entendo a incapacidade que certas pessoas têm de ver que as atitudes que tomam estão a desrespeitar o espaço de outras.

Ninguém é dono da vida do outro e as responsabilidades de cada um têm que ser assumidas pelo próprio. Assim sendo, podemos apenas dispor da nossa vida, nunca interferindo e desrespeitando a do outro.

"A liberdade de cada um termina onde começa a dos outros." Este é um principio fundamental, a ter em conta!

Pessoalmente, entristece-me muito quando sinto que alguém está a abusar da minha generosidade e tenta, consciente ou inconscientemente, levar a minha paciência ao limite,... denota uma profunda falta de respeito.

É claro, que nestas situações, não sou eu que me devo sentir mal, pois nunca nos devemos arrepender de fazer o bem, mas é difícil ficar insensível.

Para quem pratica estes actos, sugiro que reflita melhor sobre eles e perceba se está ou não a alcançar o objectivo, assim como, se está a magoar de facto a pessoa que pretende atingir e não outra que é ainda mais inocente.

Vale a pena pensar, para que o arrependimento não venha mais tarde...

Dar valor ao que é nosso...

Qual de nós nunca suspirou pelo que não tem, pelo que é do outro?

Muitas vezes, e isto é um lugar comum, andamos tão distraídos a desejar o que não temos que nos esquecemos completamente de valorizar o que é nosso... e isto pode acontecer em tudo na nossa vida...

Chega-se ao ponto de invejar a casa, o carro, as férias e pior ainda o marido, os filhos ou a família dos outros. Tudo é passível de ser invejado, o problema é que só se invejam as coisas boas das outras pessoas e não se perde tempo a perceber o que elas trabalharam e se esforçaram para terem o que têm, por um lado e por outro, podem aparentemente ter "coisas" que nós não temos mas podem não ser também felizes porque lhes falta aquilo que de facto torna as pessoas felizes.

Como ouvi um dia alguém dizer: "O dinheiro não é tudo, mas sempre é melhor estar deprimida em Paris do que na Amadora" (sei lá eu bem porquê... não conheço assim tão bem a Amadora, mas a verdade é que adoro Paris... aliás o meu sonho ainda é fazer uma viagem romântica a Paris...). Mas voltando ao que interessa, de facto o dinheiro ajuda, mas se não nos amarmos em primeiro lugar e se não amarmos a vida e os outros, não há dinheiro que nos faça felizes.

O que realmente importa, digo eu, é dar importância às coisas simples da vida. De pouco ou nada adianta dar valor às coisas exageradas e dramáticas da vida.

A felicidade pode e deve ser encontrada na simplicidade e na humildade.

Importante mesmo é dar valor ao que se pode alcançar e ao que já se conquistou, valorizar o que se tem, ao invés de desejar o que no momento não se pode ter.

É uma arte e tanto, ficar feliz com o que se tem!
Pode ser um desafio, mas garanto-vos que vale a pena.

Sejam Felizes!!!

Cartas de amor...

Quem é que, hoje em dia, ainda escreve cartas de amor?

Porque é que se têm vindo a perder gestos tão bonitos como este?

É tão lindo escrever cartas de amor e, mais ainda, recebê-las (e já recebi, em tempos, lindas cartas de amor que me encheram o coração e as quais recordo até hoje)...

Eu, confesso-vos, que adoro escrever (nota-se...), e cartas de amor também. Por essa razão, tenho escrito, ultimamente várias cartas de amor, embora elas não cheguem ao destinatário, pelas razões que já vos apresentei, mas não faz mal... escrever, por si só, para mim é muito gratificante e pode ser que um dia a pessoa em questão tenha oportunidade de as ler.

Amar é libertar, é dar sem esperar algo em troca, não implica retorno, até porque não mandamos nos nossos sentimentos (e por vezes dava muito jeito que pudéssemos mandar, evitava muita dor e sofrimento).

Também escrevo cartas, ou melhor, cadernos inteiros, de declarações de amor ao meu filho, para que um dia ele possa ler e saber que o amo incondicionalmente desde que soube da sua existência, no meu ventre.

Enfim, escrevo cartas de amor a todos os que amo, embora nem todos os destinatários as leiam, mas o que interessa é que o faço com gosto, apenas pelo prazer que me dá.

Digo-vos que é um hábito muito gratificante e no meu caso, enche-me o coração.

Experimentem e sejam Felizes...

Amar porque sim...

E quando amamos apenas porque sim?

Sinto-me afortunada por amar desta forma,... amar apenas porque sim, sem ter explicação concreta. Não porque é lindo ou feio, porque é alto ou baixo, porque é gordo ou magro,... "apenas" e só porque sim, com todos os defeitos e todas as qualidades!

Amar independentemente das características físicas (para mim sempre foi lindo, o mais lindo do mundo...), e até dos seus "defeitos" (que agora vejo de outra forma...).

Amar sem esperar o retorno, esperando acima de tudo que seja muito feliz (e contribuindo, na medida do que me é permitido para a concretização desse objectivo).

Para mim este é o verdadeiro amor, incondicional e que perdurará no tempo, aconteça o que acontecer (e já aconteceu muito).

Quando amamos de verdade, "apenas porque sim", não há lugar para a magoa e o rancor, apenas é sentida a tristeza... principalmente por não estar perto e não poder partilhar a vida, mas as coisas são como são e amar é também e acima de tudo respeitar e libertar, por mais dor que isso nos possa causar...

Sou feliz e sinto-me abençoada por sentir um amor assim, apesar de não o poder viver e partilhar com a pessoa amada.

É claro que tudo isto acontece porque agora já me amo em primeiro lugar e este sentimento, por si só, permite-me ser feliz desta forma!

É por isso que vos digo que, no meu caso, valeu a pena todo o sofrimento, porque a sensação de felicidade e paz que sinto é impagável e sentir tanto amor dentro de mim é no mínimo libertador...

Amem muito, perdoem sempre, em primeiro lugar a vós próprios, e sejam Felizes...

Dêem a vós próprios a oportunidade de amar e ser feliz, pois esta sim é a nossa maior riqueza...!

E quando os desencontros e equívocos se sucedem...

E quando a vida se transforma numa sequência de desencontros e equívocos que apenas ajudam a imaginação, tendencialmente fértil, a trabalhar e não permitem avançar para alcançar o objectivo?

Bem..., a verdade é que por vezes nem nós sabemos bem o que queremos, ou sabemos mas o medo impede-nos de avançar (sempre o medo...) e por isso, consciente ou inconscientemente, optamos por entrar num "jogo" que não leva a lado algum, senão a um sofrimento maior, a mais equívocos e a muito tempo perdido, que podia ser utilizado a desfrutar de momentos de pura alegria e felicidade.

Mas como quem não cresce pelo amor, cresce pela dor, acredito que seja necessário ter que passar por situações como esta para, um dia mais tarde, poder valorizar mais e melhor o que de bom vier.

Importante é nunca nos arrependermos do tempo "perdido" e conseguirmos aprender com estas experiências, amadurecendo sempre mais.

Saber viver não é fácil, tem muito que se lhe diga... no entanto o desafio é enfrentar as dificuldades e ser Feliz!!!

E quando ninguém dá o primeiro passo...

Qual de nós nunca viveu ou presenciou uma situação em que duas ou mais pessoas estão de costas voltadas e, por orgulho, insegurança ou até medo, não há quem dê o primeiro passo para resolver o "conflito"... e assim se vai perdendo tempo que podia perfeitamente ser ocupado a partilhar momentos de paz, alegria e felicidade.

E qual de nós não se sente quase, senão mesmo sempre um idiota após a resolução da situação, precisamente por ter desperdiçado tanto tempo inutilmente.

Pois é, mesmo na posse de todos estes conhecimentos e vendo o que acontece à nossa volta, quando é connosco, ainda temos a tendência natural de cair neste erro de deixar tudo para amanhã e esperar que o tempo resolva, sem darmos a nossa imprescindível contribuição.

É que na verdade, nada, ou quase nada, caí do céu e ir à luta é sempre a melhor opção, digo eu... digo, mas também nem sempre o faço, porque isto de falar é muito bonito, mas pôr os conhecimentos em prática é, por vezes, um pouco mais difícil.

Vou meditar mais sobre este assunto e tentar mudar de atitude... desejo que façam o mesmo a bem da felicidade de todos e da vossa em primeiro lugar.

E como sempre vos digo... sejam Felizes!!!

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