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Renascer aos 40

Para os que depois dos 40 começam uma vida nova... e para todos os outros também... "Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre..., tal é a lei."

Renascer aos 40

Para os que depois dos 40 começam uma vida nova... e para todos os outros também... "Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre..., tal é a lei."

A verdade...

"A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida."

Eduardo Girão

Já a mentira é uma teia que nos vai prendendo quase que imperceptivelmente.

Quando damos conta, já não conseguimos sequer respirar…

A mentira nunca é o melhor caminho.

Os Amigos Nunca São para as Ocasiões...

"Os amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre.

A ideia utilitária da amizade, como entreajuda, pronto-socorro mútuo, troca de favores, depósito de confiança, sociedade de desabafos, mete nojo.

A amizade é puro prazer. Não se pode contaminar com favores e ajudas, leia-se dívidas. Pede-se, dá-se, recebe-se, esquece-se e não se fala mais nisso.

A decadência da amizade entre nós deve-se à instrumentalização que tem vindo a sofrer. Transformou-se numa espécie de maçonaria, uma central de cunhas, palavrinhas, cumplicidades e compadrios.

É por isso que as amizades se fazem e desfazem como se fossem laços políticos ou comerciais.

Se alguém «falta» ou «não corresponde», se não cumpre as obrigações contratuais, é logo condenado como «mau» amigo e sumariamente proscrito. Está tudo doido.

Só uma miséria destas obriga a dizer o óbvio: os amigos são as pessoas de que nós gostamos e com quem estamos de vez em quando. Podemos nem sequer darmo-nos muito, ou bem, com elas. Ou gostar mais delas do que elas de nós. Não interessa.

A amizade é um gosto egoísta, ou inevitabilidade, o caminho de um coração em roda-livre.

Os amigos têm de ser inúteis. Isto é, bastarem só por existir e, maravilhosamente, sobrarem-nos na alma só por quem e como são.

O porquê, o onde e o quando não interessam. A amizade não tem ponto de partida, nem percurso, nem objectivo. É impossível lembrarmo-nos de como é que nos tornámos amigos de alguém ou pensarmos no futuro que vamos ter.

A glória da amizade é ser apenas presente.

É por isso que dura para sempre; porque não contém expectativas nem planos nem ansiedade."

Miguel Esteves Cardoso

O que Sempre Soube das Mulheres...

"Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem.

Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho.

Escrevem que se desunham.

Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las.

Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores.

São superiores.

Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos.

Perdoam facilmente, mas nunca esquecem.

Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar.

Têm uma capacidade de entrega que até dói.

São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte.

Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende.

Têm dias. Têm noites.

Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível.

Inventaram o telemóvel ao volante.

São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente.

Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas.

Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes.

Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem.

Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes.

Não compreendem nada. Compreendem tudo.

Sabem que o corpo é passageiro.

Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor.

Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens.

São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça,mas depois levam-nos a colher à boca.

A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar.

E é tudo.

Ah, não, há ainda mais uma coisa.

Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

Rui Zink

Que hei-de eu dizer...

Ver claramente...

"Para ver claramente, basta mudar a direcção do olhar." 

 Antoine de Saint Exupéry

Nem sempre é fácil, mas quando conseguimos fazê-lo tudo muda de tom...

Vale a pena tentar!

As melhores coisas...

"Tudo o que o dinheiro pode comprar é barato.

As melhores coisas da vida não tem preço."

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Pena é não termos muita consciência disto...

Que imagem ternurenta... Quem não deseja chegar à velhice assim...

É o meu sonho!

Bom dia!!!

A Infelicidade do Desejo...

"Um desejo é sempre uma falta, carência ou necessidade. Um estado negativo que implica um impulso para a sua satisfação, um vazio com vontade de ser preenchido.

Toda a vida é, em si mesma, um constante fluxo de desejos. Gerir esta torrente é essencial a uma vida com sentido.

Cada homem deve ser senhor de si mesmo e ordenar os seus desejos, interesses e valores, sob pena de levar uma vida vazia, imoderada e infeliz.

Os desejos são inimigos sem valentia ou inteligência, dominam a partir da sua capacidade de nos cegar e atrair para o seu abismo. 

A felicidade é, por essência, algo que se sente quando a realidade extravasa o que se espera. A superação das expectativas.

Ser feliz é exceder os limites preestabelecidos, assim se conclui que quanto mais e maiores forem os desejos de alguém, menores serão as suas possibilidades de felicidade, pois ainda que a vida lhe traga muito... esse muito é sempre pouco para lhe preencher os vazios que criou em si próprio.

Na sociedade de consumo em que vivemos há cada vez mais necessidades. As naturais e todas as que são produzidas artificialmente.

Hoje, criam-se carências para que se possa vender o que as preenche e anula.

Valorizar mais o ter que o ser é uma decisão tão inconsciente quanto maléfica, porque arrasta, quem assim se torna, para vazios maiores que o mundo.

Os escravos dos seus apetites condenam-se ao inferno da eterna insatisfação... abdicam da paz, trocando-a por um nada maior que tudo. Quanto ao paraíso... isso é o que sente quem ama.

O caminho para a felicidade passa por aprender a esperar, permitir que o tempo ajude a filtrar os desejos, garantindo que a nossa liberdade não se deixa encantar pelo que é passageiro.

Os desejos determinam a felicidade. Quanto menos alguém desejar, mais feliz pode ser. Como se os homens fossem taças; uns, através dos desejos, fazem-se enormes e exigem quantidades; outros, com sabedoria, limitam-se ao essencial; a estes últimos, a vida, ainda que pobre, conseguirá facilmente fazer transbordar; mas aos que têm desejos maiores, ainda que tudo lhes seja favorável, é pouco possível que consigam sequer preencher-se, menos ainda fazer-se transbordar...

A pobreza é o supremo teste à felicidade autêntica.

Se a tristeza e a privação não atentam contra o que somos e queremos ser, então, estaremos no caminho certo, onde a vontade de fazer o outro feliz nos conduzirá (por entre incontáveis cenários frios e sombrios) à fonte da luz que tudo ilumina, aquece e anima... Sempre no silêncio da fé de quem sabe esperar.

Todo o homem deseja naturalmente ser feliz, mas o que é necessário para atingir esse ponto não é mais que um desprendimento dos desejos do que é exterior e superficial, para nos concentrarmos no que somos e sentir gratidão pela gratuitidade disso.

Quantas vezes as nossas palavras, gestos e decisões não reflectem os nossos valores mais fundos?

É fundamental descobrir em nós o lugar da nossa quietude. Dar valor ao que se tem, em vez de procurar ter o que se deseja... afinal, o que conta verdadeiramente não é a enormidade do que se sonha mas a qualidade do que se é.

Para se ser feliz é preciso mudar o olhar, o pensar e o sentir. Aprender a desejar menos, desejar bem, desejar o Bem.

Perante o mistério de tudo, há que compreender que a vida é em si mesma uma dádiva, e, o tempo que nos é dado, as nossas horas, o maior de todos os dons...

A vida mais que uma procura é um encontro."

José Luís Nunes Martins, in 'Filosofias